De acordo com Eça de Queirós, escritor português: “O que Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a
apoteose do sentimento;– o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem.
É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos – para condenar o que houver de
mau na nossa sociedade.”
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ORIGEM
Em uma Europa passando por uma grande revolução (a industrial), o cientificismo
trazia consigo várias posturas ideológicas, como o positivismo, socialismo
científico e o evolucionismo. Nesse cenário, os escritores começaram a se
postar criticamente, não se comportando mais romanticamente e assumindo uma
postura mais... “cética”. Assim nascia o Realismo.
De maneira geral, o público foi contra o
Realismo, pois o movimento ia de choque à sociedade. Os textos realistas faziam
análise psicológica, criticavam a sociedade, tinham uma linguagem objetiva,
personagens mais próximos do real, tinham fortes influências das teorias
científicas e sociológicas traziam uma ironia contundente.
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REALISMO NO BRASIL
O grande autor brasileiro do Realismo foi
Machado de Assis. Em uma primeira fase, o escritor fazia textos de cunho
romântico, e, na segunda fase, de cunho realista.
Os principais romances realistas foram:
- Memórias Póstumas de Brás Cubas: É a primeira obra realista do país. Conta a história de Brás Cubas, suas histórias após sua morte. A morte do personagem o desvincula da sociedade, e faz com que ele seja totalmente sincero.
- Dom Casmurro: Narrativa em primeira pessoa que usa um provável adultério como plano de fundo para grandes analises de comportamento e confecções de perfis psicológicos; e
- Esaú e Jacó: Alinhando tom irônico e despretensioso, através do romance o autor analisa as mudanças políticas e sociais do Brasil.

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