Com a
prisão do rei, o governo passou para as mãos de um Conselho Executivo
Provisório, liderado por Danton. A Assembleia legislativa foi dissolvida e em
seu lugar foi eleita a Convenção Nacional, onde faziam parte diversas facções
políticas. Os principais partidos eram:
- Jacobinos: que representavam a pequena e a média burguesia. Defendiam a república e o sufrágio universal e eram um dos grupos mais radicais. Eram liderados por Maximillien Marie Robespierre e Louis Antoine de Sanit-Just; e
- Girondinos: era formado por políticos mais moderados, tinham como núcleo principal os deputados da província de Gironde. Aqui, representantes da alta burguesia procuravam conter a radicalização negociando com o rei.
Em
22 de setembro de 1972, a Convenção proclamou a república. Acusado de traição,
Luiz XVI foi guilhotinado. Uma constituição republicana foi elaborada,
concedendo o sufrágio universal masculino.
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O TERROR
Para
enfrentar as dificuldades, em abril de 1793, a Convenção criou o Comitê de
Salvação Pública, cujo comando foi entregue a Danton e, logo depois a
Robespierre. O novo órgão convocou cerca de 300 mil homens para lutar contra os
exércitos estrangeiros e criou o Tribunal
Revolucionário para julgar os suspeitos de atitudes contra a revolução.
A
criação do Comitê e do Tribunal deu início ao período que ficou conhecido como O Terror. Durante esse período, que
duraria cerca de um ano, o número de presos acumulados de inimigos da revolução
tornou-se cada vez maior. Muitas vezes os destinos deles era a guilhotina.
***
O DIRETÓRIO
Em 1795, foi aprovada uma nova constituição –
a terceira desde 1791. Esta acabou com o voto universal masculino e
reintroduziu o voto censitário (apenas proprietários ricos poderiam votar). O
poder executivo ficou nas mãos do Diretório,
órgão composto de cinco pessoas eleitas entre os deputados.
Durante o período do Diretório, a França
enfrentou graves dificuldades financeiras. Além disso, tanto os jacobinos como
os defensores da monarquia tentaram várias vezes derrubar o governo. Para
conter as manifestações, o Diretório pediu ajuda do exército. Em 1795, o jovem (e
baixinho) general Napoleão Bonaparte
foi escolhido para organizar a defesa interna do país.
Graças ao sucesso na repressão das revoltas e
ao êxito de suas campanhas militares no exterior, Napoleão acabou se tornando o
mais importante general da França. Seu prestígio cresceu tanto que, em outubro
de 1799, ele foi convidado a fazer parte do Diretório.
A partir daí, já entramos em outra história.
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